
Ela andava indignada com tanta maldade alheia, com tanta mentira dissipada na verdade, e com todas as verdades misturadas com mentiras. Como sempre estava ela sentada em sua calçada, onde nada se escapava no olhar. Olhando mais uma vez, ela o avistou : não tinha nada de especial para os outros, mas para ela... sim para ela era praticamente perfeito. Não tão perfeito assim, pois a humildade não lhe fazia desejar nada além de aceitável. Perfeição era contra seus conceitos. Provavelmente ele não era dali, provavelmente não. Ela então não se movia, talvez parada assim daquele jeito ele a notaria, ou não. Resolveu então se levantar, encostada num muro frio, ela o olhou novamente, realmente é inaceitável tal pessoa existir para todos e não pra mim. Sentiu paz, e a maldade foi embora... quando o viu sorrir.
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