
Somos pessoas tão diferentes e distantes e normais. Sim, normais somos todos tão normais, tão sem substância, sem nada que possa valer a pena ressaltar e gritar aos sete ventos uma palavra doce, ou algo menos amargo. Alguma ação emotiva, um movimento mais delicado, mais amável, mais singelo. Será que somos todos ocos?
Sinto e reflito, enquanto anoitece eu tenho medo, medo de ter e ser, de ter dito e não feito, de sentir e ser falso, calado e morto.
Eu queria gritar pra ter certeza que você não está ouvindo, mais é quase impossível que você não esteja atrás daquela porta , é tão alto e tão claro, que ressalto é tão óbvio... meu coração, meu humilde e despedaçado coração ainda bate... quando você está andando, ele fala, quase grita.
Todos podem ouvir, até mesmo você, eu tenho certeza que principalmente você, mais isso não muda nada, o que está feito está feito, assunto encerrado, foi você mesmo que disse não é?!
Sinceramente, não me importo, todas aquelas palavras que escutamos enquanto você gritava, aquelas mesmas, as menos doces, as mais amargas e vazias, as comuns para todos nós.
Eu não escutei nenhuma delas, eu não quis ouvi-lás. E se me perguntar se estou bem, eu responderei que sim, e ainda farei questão de colocar um sorriso que te convensa, pois do mesmo jeito que suas palavras foram falsas as minhas também podem ser.
E você vai acreditar, você já acredita.
Eu sinto muito mais eu tenho que lhe dizer, eu odeio você cada vez que passa, ou cada vez que você sorri, ou cada vez que está feliz. Eu queria sua tristeza, queria sua lágrima não seu riso, queria seu egoísmo pra desejar tudo isso de verdade. Mais não sou, e não posso.
A única coisa que posso é agradecer... por mais que eu tente não ter motivos para agradecer, eu tenho, então obrigada por ainda aparecer nos meus sonhos.
Quanto mais me despedaço, mais fico serena e inteira. Então obrigada por fazer mal.
0 comentários:
Postar um comentário